O ômega-3 TG explicado em detalhes

O ômega-3 TG possui ácidos graxos essenciais à saúde humana, e que são estritamente obtidos a partir da alimentação, já que não podem ser sintetizados em nossos tecidos.

Estudos sugerem que o consumo adequado desses ômega-3 esteja relacionado à prevenção de doenças cardiovasculares, sendo proposto que possam melhorar o perfil lipídico plasmático (1-2) e, portanto, beneficiar pacientes com arritmias cardíacas, diminuir processos inflamatórios, apresentar propriedades antitrombóticas (3) e efeitos antiateroscleróticos (4).

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Gorduras boas e ruins

Considerando-se que os hábitos relacionados ao estilo de vida, como dietas desequilibradas (por exemplo, ricas em gorduras saturadas, trans, colesterol e pobres em fibras, gorduras poliinsaturadas e monoinsaturadas) e o sedentarismo, são fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Além disso, o fato de que dietas que contém altas concentrações de gorduras saturadas e colesterol aumentam significativamente  os níveis de colesterol total e LDL (diretamente associados à maior incidência do infarto no miocárdio (5) ). Então, podemos concluir que uma ótima forma de contribuir com o equilíbrio lipídico do corpo é a adição de doses diárias adequadas de ômega-3.

No entanto, com tantas ofertas de ômega-3 no mercado, como devemos escolher? 

Escolher é mais fácil do que você imagina

Existem vários fatores que devemos considerar na escolha do nosso ômega-3, como a concentração de cada dose ou a presença de algum composto adjuvante (vitamina E, por exemplo). Até mesmo o tipo de frasco utilizado (moléculas de ômega-3 não podem ser expostas à luz ou se degradam com o tempo) é crucial.

Mas, um dos fatores mais importantes na escolha de um bom ômega-3 é a sua FORMA, ou seja, a maneira como sua molécula é disponibilizada para consumo.

O ômega-3 se encontra em duas formas: Triglicerídeos (TG) ou Éster Etílico (EE). Mas qual a diferença entre as duas?

O nosso corpo armazena as gorduras na forma de triglicerídeos (TG) e, assim, representam cerca de 95% das gorduras encontradas em nossa dieta. Portanto, essa é a forma natural do ômega-3 encontrada nos peixes, sua principal fonte na natureza. O ômega-3 TG é classificado como um triglicerídeo pois contém, em sua molécula, 3 ácidos graxos ligados a uma “espinha dorsal” de glicerol. Entre eles, os dois ácidos graxos mais importantes são o Ácido Eicosapentoenóico (EPA) e o Ácido Decosahexaenóico (DHA).

O nível de pureza também está relacionado à forma do seu ômega-3.

Os ômega-3 na forma de Ésteres Etílicos (EE) são criados artificialmente em laboratórios com a quebra da ligação entre os ácidos graxos e o glicerol. Em seguida ocorre a transesterificação, onde um único ácido graxo é anexado a uma molécula de etanol. Assim, a razão para as empresas produzirem os ésteres etílicos de óleo de peixe é a tentativa de aumentar sua concentração e reduzir, de forma artificial, suas impurezas.

Sendo assim, os ômega-3 EE são considerados sintéticos e não naturais, já que essa junção de moléculas de ácidos graxos e etanol não podem ser encontradas na natureza. Portanto, só são possíveis em manipulações laboratoriais.

Primeiramente, a molécula de ômega-3 TG tem mais biodisponibilidade do que a molécula sintética (6-8). Isto significa que, em comparação ao composto criado em laboratório, uma maior quantidade de EPA e DHA presentes na molécula natural pode ser absorvida e, posteriormente, utilizada pelo corpo. No caso do ômega-3 EE, as enzimas pancreáticas necessitam de trabalho extra para permitir sua absorção pelas células intestinais.

Um estudo em particular mostrou que as enzimas trabalham entre 10 e 50 vezes menos eficientemente na hidrólise da molécula sintética de ômega-3 EE em comparação com a molécula natural de ômega-3 TG (9)

A segunda razão é que o ômega-3 EE se oxida mais rápida e facilmente em relação ao ômega-3 TG. Principalmente quando associamos a ele um adjuvante antioxidante, como a vitamina E. Moléculas de ômega-3 oxidadas perdem sua função biológica e, por isso, não promovem seus benefícios como deveriam.

Absorção

A absorção das moléculas de ômega-3 é um outro fator importante. Por isso, um estudo demonstrou que o ômega-3 TG é 71% mais absorvido em comparação à sua forma sintética EE (6). Além disso, de acordo com outro estudo, há 400% a mais de absorção dos ácidos graxos presentes na forma TG, em comparação à forma EE.

Agora ficou fácil, né? Sempre escolha seu ômega-3 na forma de triglicerídeos (TG). Basta  procurar por esta informação nos frascos. Assim, sempre opte por produtos de qualidade e lembre-se que é importante manter uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regularmente para alcançar uma melhor qualidade de vida.

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Referências Bibliográficas:

  1. Pellizzon M, Buison A, Ordiz F, Santa Ana L, Jen C. Effects of dietary fatty acids and exercise on body-weight regulation and metabolism in rats. Obesity Res. 2002; 10(9):947-55.
  2. Gaíva MH, Couto RC, Oyama LM, Couto GEC, Silveira VLF, Ribeiro EB, et al. Diets rich in polyunsaturated fatty acids: effect on hepatic metabolism in rats. Nutrition. 2003; 19(2):144-9.
  3. Covington MB. Omega-3 fatty acids. Am Fam Physicion. 2004; 70(1):133-40.
  4. Águila MB, Apfel MIR, Mandarin-de-Lacerda CA. Comparação morfológica e bioquímica entre ratos envelhecidos alimentados com dieta hiperlipídica e com óleo de canola. Arq Bras Cardiol. 1997; 68(3):155-61.
  5. Hu FB, Stampfer MJ, Manson JE, Rimm EB, Wolk A, Colditz GA, et al. Dietary intake of a-linolenic acid and risk of fatal ischemic heart disease among women. Am J Clin Nutr. 1999; 69(5):890-7. 
  6. Dyerberg, J., Madsen, P., Møller, J., Aardestrup, I., & Schmidt, E. (2010). Bioavailability of marine n-3 fatty acid formulations. Prostaglandins, Leukotrienes and Essential Fatty Acids (PLEFA), 83(3), 137-141.
  7. El Boustani S, Colette C, Monnier L, Descomps B, Crastes de Paulet A, Mendy F. Enteral absorption in man of eicosapentaenoic acid in different chemical forms. Lipids 1987; 22:711-4.
  8. Schuchardt JP, Schneider I, Meyer H, Neubronner J, von Schacky C, Hahn A. Incorporation of EPA and DHA into plasma phospholipids in respnse to different omega-3 fatty acid formulations- a comparative bioavailability study of fish oil vs krill oil. Lipids Health Dis 2011;10:145.

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